Homeopatia

A Homeopatia tem como conceito o tratamento pelo semelhante, ou seja, a utilização de substâncias sejam elas de origem mineral, vegetal ou animal, capazes de influenciar o organismo humano gerando sintomas através de experimentação em pessoas voluntárias saudáveis ou por informações obtidas de situações acidentais, como envenenamentos, infecções, irradiações, traumas, epidemias, etc. Estas substâncias recebem um tratamento farmacológico homeopático a fim de reduzir os efeitos toxicológicos primários e estimular as “defesas” do organismo, chamado efeito secundário. São as diluições homeopáticas. O compilamento destas experimentações constituem as "Matérias Médicas Homeopáticas", que o médico homeopata se utiliza para encontrar o melhor medicamento, mais semelhante possível às manifestações da doença apresentada pelo paciente para medicá-lo e observar posteriormente as reações curativas.

A Homeopatia entende a "doença" num conceito muito mais amplo que os diagnósticos da medicina convencional, pois incorpora numa abordagem única os sintomas mentais, emocionais e dos órgãos. O paciente pode ter vários diagnósticos pela biomedicina, mas apenas um na homeopatia requerendo um medicamento que seja capaz de devolver-lhe o equilíbrio psicossomático. Requer um projeto de pesquisa individual entre médico e paciente, mas o resultado pode surpreender. Há vários níveis de tratamento homeopático.

O conceito “cura pelo semelhante” ou “Similia Similibus Curantur” é Hipocrático, mas desenvolvido pelo médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843), portanto há mais de 200 anos. Teve grande desenvolvimento no séc XIX e início de XX em toda a Europa, EUA, Índia e América do Sul, sobretudo Argentina e Brasil, contribuindo na cura de várias epidemias, como a de cólera no inicio do séc. XX. Após a 2ª Guerra mundial, com o advento da indústria farmacêutica e da biomedicina científica, a Homeopatia passou a ser questionada quanto ao seu caráter científico e chamada a comprovar seus efeitos e a bioefetividade de seus medicamentos. Houve um movimento de desacreditação, não somente da Homeopatia que foi retirada das escolas médicas, mas de todas as medicinas ditas alternativas e anteriores a então aceita como oficial, utilizando para tratamento apenas drogas farmacológicas testadas em animais. Após 1970, surgiu todo um movimento naturalista mundial, resultado da insatisfação quanto às promessas de cura de todas as doenças pela medicina farmacológica. Mesmo com os avanços tecnológicos e dos métodos de diagnósticos, as doenças crônicas continuam, as doenças psíquicas resultantes do estresse da vida moderna mantém as pessoas dependentes de psicotrópicos, ansiolíticos, antidepressivos, antihipertensivos e outros antis...A obesidade, o diabetes, a hipertensão, o câncer, o suicídio, a droga adição, as doenças autoimunes, a depressão, o pânico, continuam em alta prevalência no mundo todo.

A Homeopatia, a Medicina Chinesa, a Acupuntura, a Fitoterapia, a Ultramolecular, a Medicina Ayurvédica, Medicina indígena, os tratamentos energéticos com Cromoterapia, Healing e vários outros fazem parte de uma categoria de Terapêuticas médicas tradicionais, nem sempre ajustáveis aos métodos científicos da Medicina Baseada em Evidências atualmente aceita como oficial. No entanto, várias delas têm sua efetividade comprovada em trabalhos científicos* (link com artigos científicos) e pela experiência dos profissionais verdadeiramente treinados, demonstrando seu lugar no alívio do sofrimento humano, afinal a medicina existe desde que o homem surgiu sobre a face da Terra e não há sessenta ou setenta anos apenas.

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