VIII Simpósio de Homeopatia

Acupuntura Estética

ACUPUNTURA ESTÉTICA

Dra. Maria Assunta Nakano

Além de segura, a Acupuntura estética não tem efeitos colaterais ou indesejáveis, hoje bastante comuns em procedimentos da medicina estética.

A partir do momento em que o conceito de saúde passou a ser harmonia entre a mente, corpo e espírito, a estética passou a ter importância, principalmente por ter implicação emocional, resultando no desequilíbrio desta harmonia. Para conferir essa visão mais completa do ser humano, a estética e Acupuntura passou a ser aceita dentro da medicina. 

Portanto, falar da Acupuntura estética é falar de uma coisa muito recente na medicina e, para que tenha um reconhecimento ainda maior, são necessários estudos científicos que possam comprovar aquilo que já se observou clinicamente. 

Em primeiro lugar, é importante abordar as emoções e suas implicações na estética, uma vez que a pele é o maior órgão do corpo. É um órgão complexo, especial entre os órgãos dos sentidos (tem função neurológica, imunológica, endocrinológica). Esta conexão mente-pele-órgãos, pode ser demonstrada por meio de uma complexa rede de comunicação neuroimunoendócrino cutânea que conecta a pele aos mais diversos órgãos do corpo e vice-versa. Funciona como uma comunicação constante com o sistema nervoso central e vice-versa. 

Na medicina chinesa, o Pi (Baço) está diretamente relacionado com as alterações estéticas da pele, pois ele cuida da derme, da nutrição e sustentação. Quando essa sustentação se torna ineficiente com diminuição da energia ao nível de Pi(Baço), observa-se a flacidez. A própria celulite se forma quando a via das águas não flui adequadamente. Se a princípio nota-se uma estagnação de energia, pensa-se no Gan (Fígado), responsável pelo livre fluxo de Qi. Porém, o Fei (Pulmão) é o comandante do Qi. Se a energia do Fei (Pulmão) está baixa, então a energia no Pi (Baço) também é afetada, gerando umidade/mucosidade. 

Quando se fala das rugas da face, percebe-se que estas imperfeições aparecem com a idade, com as linhas de expressão e com o dano actínico (solar). O sol danifica tanto a epiderme como a derme que sofre alterações das fibras de colágeno, que perde a elasticidade. Por isso, se diz que as rugas da face vêm com a diminuição da energia dos Rins (Idade), que leva um desgaste do Pi (Derme), alterações da epiderme (cuidado pelo Fei), do Gan (musculatura da face) e do Xin (expressões faciais-Shen). 

Com relação às manchas da pele é interessante recordar que os melanócitos ao derivar da crista neural, originam dos 34 melanoblastos primordiais que se relacionam com o sistema nervoso autonômico e na medicina chinesa com os pontos Shus dorsais, em especial com o Jing. Os Shus dorsais representam os Zang Fu, e se quando se considera que a Essência, o Jing de todos os órgãos se concentram nos Rins, então o acometimento do Jing tanto inato como o adquirido, pode se manifestar por meio destes pontos Shus e na pele por meio de alterações de pigmentação. A Acupuntura estética pode tratar qualquer tipo de afecções inestéticas da pele, simplesmente como acompanhamento ao tratamento convencional, como coadjuvante aos tratamentos convencionais ou como tratamento propriamente dito. 

Além das rugas, celulite e manchas conforme já descrito acima, a Acupuntura trata estrias, gordura localizada, flacidez, acne, cicatriz quelóideana e hipertrófica, olheira, bolsa, etc. Esse trabalho foi realizado no ambulatório de Acupuntura da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e utiliza o aparelho de eletroacupuntura para todas as modalidades de afecções inestéticas, exceto nos casos cuja eletroterapia esteja contra indicada

Campinas reduz 12,5% no uso de antiinflamatórios

Os países do primeiro mundo conseguiram crescer por meio das parcerias da iniciativa privada com o serviço público. No Brasil, onde os sistemas de saúde têm grandes deficiências, não pode ser diferente. A maioria da população não tem acesso a medicamentos, planos de saúde e seguradoras, é mal atendida nos estabelecimentos públicos e muitos privados, além das péssimas condições de trabalho dos profissionais da saúde, principalmente os médicos. Esse arsenal de problemas fez com que a Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA), levasse à frente um projeto de capacitação profissional em Acupuntura, junto com a Coordenadoria de Saúde Integrativa de Campinas (SP), cujos desdobramentos tornaram o plano um exemplo a ser seguido em todo o pais.

No final de 2005, essa parceria promoveu um curso para treinamento de médicos na prática da Craniopuntura de Yamamoto – Yamamoto New Scalp Acupuncture (YNSA), um sistema criado em meados de 1970 pelo médico Toshikatsu Yamamoto. Essa técnica aplica agulhas menores em um microssistema localizado na cabeça do paciente e que representa o corpo todo. É indicada para diversos tipos de dor e seqüelas neurológicas de AVC’s como hemiplegia, paraplegia, paralisia facial e parestesias. O sistema é interessante porque substitui as macas por cadeiras ou poltronas, com ganho de espaço nos consultórios e ambulatórios.

Dessa forme, ainda em 2005, houve a oportunidade para que 60 médicos já capacitados pudessem participar do Simpósio Internacional Brasil/Japão, na cidade de São Paulo, com a presença do Dr. Toshikatsu Yamamoto. Em seguida, no início de 2006, Campinas criou o primeiro ambulatório para controle da dor e outras moléstias baseado nessa técnica.

Redução de antiinflamatórios

O uso de medicamentos para alívio da dor é sempre um problema por causa dos efeitos colaterais, como gastrites, lesões hepáticas e renais. Em Campinas, durante 2003, o consumo mensal de antiinflamatórios foi de 534.336 comprimidos de diclofenaco de sódio; em 2004, a média mensal foi de 601.856, e em 2005 de 644.366.

Em 2006, o consumo mensal esperado era de 700.000 comprimidos de antiinflamatórios. Mas, a média mensal ficou em 570.000 comprimidos. O fato mostra a redução de 74.336 comprimidos ou 12,5% em relação ao ano passado, uma resposta direta à maior utilização da craniopuntura.

A maioria dos pacientes das redes públicas de saúde e até uma boa parcela da rede privada, deixa os tratamentos por causa do mau atendimento e custos elevados dos medicamentos. E, por conseqüência, deixa de procurar o médico por este mesmo motivo. Passado algum tempo, esse paciente retorna, muitas vezes com outro médico, mas seu quadro clínico está agravado por causa da evolução da doença. Daí a necessidade premente do estabelecimento de políticas públicas de saúde realísticas, onde todos tenham oportunidades. E, principalmente, com respeito à hierarquia e funções do médico. Afinal, saúde é um direito do cidadão.

Fonte: AMBA NEWS

Eficácia da Acupuntura na enxaqueca

PESQUISA CIENTÍFICA MOSTRA QUE ACUPUNTURA É TÃO EFICAZ QUANTO REMÉDIO

Fonte: Lancet Neurology

A Acupuntura, seja real ou apenas sugerida, é tão eficaz para prevenir a enxaqueca quanto os remédios tradicionais sugere um estudo alemão publicado na revista Lancet Neurology. 

Os pesquisadores da Universidade de Duisberg-Essen dividiram cerca de 900 pacientes em três grupos e os trataram com Acupuntura, remédios tradicionais e Acupuntura "falsa". 

Quase a mesma proporção de pacientes em cada um destes grupos viu a média de dias que costumavam sofrer com enxaqueca ser diminuída pela metade. 

Os autores do estudo se disseram surpresos com os resultados e admitiram não entender como a Acupuntura age na melhora da enxaqueca. 

O responsável pela pesquisa, Hans Christoph Diener, ressaltou também que apenas o médico pode decidir se a técnica oriental é adequada ao paciente. "A decisão sobre o uso da Acupuntura na prevenção de enxaquecas cabe ao médico responsável", disse o cientista. 

Acupuntura "falsa" 

Os pacientes que receberam a Acupuntura "falsa" tiveram agulhas aplicadas em pontos da pele que não são usados tradicionalmente nos tratamentos convencionais. 

O grupo tratado com alopatia recebeu drogas geralmente usadas no combate à enxaqueca, como antiepilépticos, beta-bloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio. 

Os pacientes dos três grupos foram tratados por um período de seis semanas. Entre 23 e 26 semanas depois, os médicos examinaram novamente os pacientes. 

Cerca de 47% dos que receberam o tratamento com Acupuntura normal, 39% dos que usaram a Acupuntura "sugerida" e 40% dos que se utilizaram de remédios convencionais, apresentaram uma diminuição de pelo menos 50% dos dias em que sofreram com o problema. 

publicado em: 2008-05-08

Cientistas comprovam eficácia da acupuntura

Cientistas do University College of London e da Southampton University, disseram ter provas de que a Acupuntura realmente funciona. Céticos sempre afirmaram que qualquer benefício com o uso da técnica, que tem origem na Medicina Tradicional Chinesa, decorre da esperança que o paciente tem em relação ao tratamento.

Os pesquisadores fizeram diversos testes e escanearam os cérebros de voluntários. O resultado do trabalho foi publicado no jornal especializado NeuroImage. Eles usaram tomografia por emissão de posítrons (PET, na sigla em inglês) para ver o que acontece nos cérebros das pessoas que se submetem a tratamento com acupuntura para aliviar a dor causada por artrite.

Cada um dos 14 voluntários se submeteu a três intervenções, numa ordem aleatória. Em uma das intervenções, pacientes foram tocados com agulhas grossas, mas sabiam que não teriam a pele perfurada e que a experiência não teria valor terapêutico.

Outra intervenção envolveu um tratamento com agulhas especialmente desenvolvidas, para dar a impressão de que a pele estava sendo penetrada, embora isso não tenha realmente ocorrido. As pontas dessas agulhas desaparecem dentro do corpo da agulha quando pressionadas.

A terceira intervenção era realmente Acupuntura. Quando os pesquisadores analisaram o resultado da PET, descobriram diferenças marcantes entre as três situações. Apenas as áreas do cérebro associadas com a sensação de toque foram ativadas quando os voluntários eram tocados com agulhas grossas.

No caso das agulhas cujas pontas desapareciam, uma área do cérebro associada com a produção de opiáceos naturais - substâncias que aliviam a dor -, foi ativada. A mesma área foi ativada com a acupuntura de verdade, mas, além disso, outra região do cérebro, a insular, foi estimulada pelo tratamento.

Essa região já era conhecida por estar associada à Acupuntura e porque, acredita-se, que esteja envolvida na modulação da dor.

Sarah Williams, do Conselho de Acupuntura Britânico, disse: "É uma notícia muito positiva para a Acupuntura, e essa pesquisa é uma excelente ilustração do que os acupunturistas já sabiam há muito tempo".

Fonte: NeuroImage Journal